Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens

Rich Media é a nova cara da propaganda

05 de fevereiro de 2001, 0:00

O futuro finalmente chegou para as ferramentas multimídia. Elas estão só esperando melhorar a conexão do usuário e vão entrar para salvar a publicidade online.

Diante de quedas vertiginosas nas taxas de click–through, as agências e veículos da mídia online estão se preparando com técnicas interessantes que podem mudar o cenário da web. Na corrida pelos cliques e – por que não – pelo melhor branding, quem surge como um poderoso aliado são as soluções de animação, som e vídeo.

A tecnologia por trás dessa tendência no mercado da propaganda online é chamada de "Rich Media Advertising". Rich Media nada mais é do que o conjunto de algumas ferramentas e linguagens de programação que já estão no forno há muito tempo. A questão é que elas não tinham chance de explodir antes da popularização de versões mais avançadas de browsers e plugins, sem contar o tão aguardado acesso em banda larga.

Estamos falando de Flash, Director, DHTML, streaming de vídeo e áudio, e–mail animado, QuickTime, Real, SMIL e outras ferramentas multimídia. Também entram na lista os bancos de dados, grandes responsáveis pela interação entre usuário e conteúdo, principalmente nas soluções de e–commerce mais comuns.
Alguns termos mais recentes, como webmercials, confirmam o que todo mundo esperava: o conteúdo publicitário vai sofrer uma aproximação entre linguagens (convergência de mídias), que unificará a interatividade da web com características de outros meios de comunicação, mais claramente com as da televisão.

A gigante Jupiter Media Metrix, especializada em medição, auditoria e análise de propaganda online, acredita que 30% da propaganda na web serão baseados em Rich Media dentro dos próximos quatro anos.
Pode parecer pouco, mas é importante lembrar que só poderemos falar em Rich Media no sentido pleno do termo quando presenciarmos o aumento real da velocidade de acesso e a popularização dos browsers e plugins. Mas isso, infelizmente, não parece ser questão de poucos meses.
Essa demanda do mercado publicitário por inovação tecnológica, valorização da propaganda online e visibilidade ao grande público está fazendo muita empresa por aí se mexer. A Macromedia, por exemplo, deu partida no Flash Advertising Alliance, no intuito de promover o Flash entre os principais players do mercado publicitário online dos Estados Unidos.

A empreitada parece estar indo tão bem que empresas como MSN, CNET, DoubleClick, AOL, Enliven e Excite@home já se interessaram em integrar o grupo que pretende formatar soluções de última geração para propaganda na internet. Você pode saber mais sobre alguns desses padrões no próprio site da Macromedia, na seção Advertising Resource Center.

Outras empresas especializadas em Rich Media ressaltam a diferença entre os usuários "comuns" e os que já possuem conexão de alta velocidade, justificando ainda mais o desenvolvimento e publicação desse tipo de conteúdo. Segundo um estudo realizado nos EUA pela Arbitron/Edison Media Research, esses usuários são mais experientes, têm um poder aquisitivo mais elevado, passam 80% mais tempo online, são 49% mais receptivos a comprar produtos anunciados na web e 70% mais inclinados a clicar para conhecer melhor o produto. Praticamente dois terços deles consideram a propaganda um preço justo a pagar pelo acesso a conteúdo gratuito na web.

Mas o Rich Media não vai encontrar só portas abertas pela frente. Os portais, principais espaços para veiculação de propaganda online, ainda estão um pouco ressabiados. Apesar de alguns movimentos interessantes – como os banners em Flash do UOL, o DHTML no Zip.Net e no IG, e a venda de espaços para banners multimídia no Yahoo Brasil – os problemas técnicos gerados pela falta da padronização de plugins e browsers ainda é um grande inconveniente. Afinal, a negócio dos grandes portais é atender ao maior número possível de usuários.

Ao que tudo indica, nos próximos quatro anos veremos belíssimas peças publicitárias escondidas em sites voltados para públicos mais experientes e especializados – justamente o oposto dos portais – como, por exemplo, no Ifilm, onde o usuário deve ter necessariamente certos plugins instalados. É um começo meio tímido, mas promissor. [Webinsider]

Adwords e Adsense, os filhos gêmeos do Google

A publicidade na internet, que no início era apenas uma adaptação dos anúncios tradicionais à tela do computador, evoluiu rapidamente para a nova modelagem do PPC -- Pay Per Click – com um sistema de pagamento mais inteligente e mais compatível com a dinâmica da Internet. O artigo do mês discute a genial combinação entre dois sistemas do Google: o Adwords, responsável pela captação de anunciantes, e o Adsense, sistema de gerenciamento de anúncios. Juntos, eles estão potencializando os negócios do e-commerce mundial, juntamente com os lucros da empresa Google.

Leiam +
http://www.e-commerce.org.br/artigos/adsense-adwords.php



Fonte: Dailton Felipini é mestre e graduado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. Professor de comércio eletrônico na Universidade Mackenzie. Pesquisador, especialista em e-commerce, consultor e editor do site http://www.e-commerce.org.br/.

Vale a pena ler....

Mercado
12.01.2009 09:28
Internet consolida posição estratégica
2009 será o ano da implantação de projetos diferenciados para a mídia online

por Juliana Welling, Kelly Dores e Maria Fernanda Malozzi

Fonte: Popmark

Com a explosão de fenômenos como YouTube, Google, redes sociais e a mania de todo mundo querer se ver na internet e buscar informação na rede, a web assumiu posição estratégica no plano de comunicação dos anunciantes e não dá mais para ficar fora dela – afinal, cerca de 65 milhões de brasileiros estão conectados à rede. O propmark ouviuespecialistas do mercado que traçaram perspectivas e fizeram previsões para o futuro da mídia digital e falaram sobre tendências e novidades que vêm por aí este ano.
Apesar de concentrar apenas 4,5% do investimento publicitário no País (em torno de R$ 1 bilhão), a previsão é de que dentro de dois anos a mídia online detenha 10% do bolo, à frente de meios tradicionais como o rádio e TV paga. Na Inglaterra, a estimativa é que neste ano osinvestimentos em publicidade na web ultrapassem a TV aberta. O movimento é irreversível e traz um cenário de transformações na relação das marcas com o consumidor e na forma de se comunicar que mexeu com o mercado em 2008 e deve mudar mais este ano. "No anopassado, a publicidade online se estabeleceu como uma estratégia real de comunicação para as marcas. Ela, definitivamente, saiu do banco do carona e passou a segurar o volante das marcas junto com as outras mídias", avalia Eco Moliterno, vice-presidente de criação da Wunderman.
Outro fato relevante é que as classes C e D agora também têm acesso à internet – hoje são mais de 90 mil lan houses no Brasil. Isso significa que a web deixou de ser uma mídia que alcança apenas as classes A e B. A crise econômica também promete favorecer apublicidade online este ano, já que o custo é menor. "Poucos anunciantes chegaram perto de 10% de investimento em internet, mas a tendência é que aumente mais. De 2007 para 2008 houve um crescimento de 40%. Por conta da crise, talvez haja corte de budget, mas não parainternet", diz Valdiney Victor Viçossi, presidente da VM2.

Clique aqui e leia ++++ - http://www.propmark.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=propmark&infoid=50133&sid=6

Publicidade na internet ameaça a da TV

Fonte: Reuters

De acordo com previsão do Enders Analysis, a internet ultrapassará a televisão como o maior meio de propaganda este ano na Inglaterra, com 19% do total gasto em publicidade.
O principal mecanismo de crescimento continua sendo a busca patrocinada em sites como o Google, mas Enders disse que já vê sinais de popularidade do vídeo online, que está dando uma pequena contribuição para a mudança da publicidade da televisão para a internet.
Analistas disseram anteriormente que as verbas de publicidade mudaram para a internet à custa dos jornais ingleses - o mais desenvolvido mercado de publicidade online no mundo.
O aumento do uso da internet e a explosão do comércio eletrônico continuam guiando o forte crescimento da publicidade online, particularmente a busca patrocinada, apesar da desaceleração econômica.
A previsão para 2008 é que o gasto com propaganda online crescerá 26,4%, em termos nominais para 3,5 bilhões de libras, ultrapassando os gastos com publicidade na TV, para a qual é esperada uma queda de 2,5%, ou seja, 3,39 bilhões de libras. O boletim também informa que o Google continuaria sendo o maior beneficiário do crescimento na busca patrocinada e prevê que a empresa poderia abocanhar 80% dos gastos neste segmento no Reino Unido, partindo dos 78% em 2007.
Outra fonte de crescimento é o vídeo online, embora seja difícil se desenvolver porque muitos dos mais populares vídeos são de curta duração, produzidos pelos usuários e postados em sites como o YouTube.
O informe diz que emissoras e portais de internet estão alcançando um alto CPM (Cost Per Thousand - medidor de audiência utilizado pela indústria, que representa o custo por mil visitantes) para propaganda em vídeo streaming, em média 20 libras, comparado às 6 libras para spots na televisão. Houve o alerta de que os preços altos seriam resultado da oferta limitada e que cairiam conforme o volume crescesse.
No total, estima-se que a propaganda de vídeo online somará em torno de 35 milhões de libras, ou 1% dos gastos com publicidade na TV em 2008, com muitos anunciantes reutilizando peças já produzidas, segundo o informe. Nem todo esse dinheiro virá da verba da televisão, mas há sinais de migração dos gastos da TV para a internet e, acima de tudo, uma grande mudança para o meio online.